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CERATOCONJUNTIVITE

              O principal agente causador da doença são bactérias como Branhamella ovis. Fatores como estresse (desmame, viagens longas), poeira, gravetos secos na pastagem e forte incidência de raios solares predispõem à doença. Essa patologia é mais freqüente em épocas e em locais onde existem moscas que se alimentam das secreções nasais e oculares dos animais. Assim, as bactérias são transmitidas dos animais doentes para os sadios. A transmissão também pode ocorrer mediante contato direto dos animais, por pessoas e por poeira contaminada. Mesmo após a cura, os animais podem ser portadores do agente etiológico da doença por um ou mais anos.

               A doença é altamente contagiosa e os animais apresentam conjuntivite, a qual se inicia com lacrimejamento. No começo há perda do apetite, com aparecimento de febre, vermelhidão e inchaço dos olhos, lacrimejamento copioso e fotofobia (o animal fecha o olho afetado). Com o agravamento da doença, a pequena opacidade do centro da córnea pode progredir para todo o olho, tornando a córnea opaca, com coloração de esbranquiçada a amarelo-escura. Também se observa presença de secreção com aspecto purulento, que afeta as pálpebras e os cílios. Pode haver ulceração da córnea, com perda total da visão.

               O tratamento pode ser feito com colírio à base de antibióticos aplicado duas vezes diariamente até a cura. Sempre que possível, os animais afetados devem ser separados do restante do rebanho. Em casos mais graves (opacidade da córnea, formação de coágulos de sangue e ulceração), aconselha-se aplicação de medicamentos a base de oxitetraciclinas de longa ação.

              Existem vacinas no mercado, porém podem não ser muito eficientes, em razão da diversidade das cepas e dos agentes causadores da doença. Vacinas feitas com a cepa da bactéria que está causando a doença na propriedade (vacinas autógenas) têm sido bastante eficazes quando aplicadas no início do surto, em duas doses com intervalo de 15 dias. Em propriedades onde esse é um problema freqüente, aconselha-se a aplicação anual desse tipo de vacina nas ovelhas no terço final da gestação.

Fonte: Principais enfermidades e manejo sanitário de ovinos /Ana Carolina de Souza Chagas e Cecília Jose Veríssimo - Embrapa Pecuária Sudoeste - São Carlos – SP – 2008

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